terça-feira, novembro 28, 2017

Um olhar


 Esta escultura existente no parque tem gravado na pedra o seguinte: Maria Alice C. Pereira - Julho 1956 



A Escultura do Parque D. Maria II  (Santo Tirso)

Quando no nosso dia a dia atravessamos o bonito parque desta vila, nossos olhos, quase inconscientemente, quedam-se num sugestivo grupo escultórico que, além dum simples olhar, merece a nossa admiração e até bem pode constituir para nós um justo motivo de orgulho. Talvez estas palavras possam ser consideradas exageradas, mas elas têm aqui o seu significado exacto. É que, se possuir uma obra de arte é sempre um motivo de orgulho, no caso presente é-o muito mais, pois se trata de um trabalho executado por alguém que há relativamente pouco tempo ainda, ensinou na nossa Escola Industrial.
A Escultora Snr.ª D. Maria Alice, pela sua dedicação e constância no trabalho escolar, pelas suas notáveis qualidades artísticas, pelas virtudes peregrinas do seu coração, ainda não está esquecida, nem estará jamais de quantos tiveram a felicidade de serem seus alunos. E esta escultura, com que presenteou a vila de Santo Tirso e o seu parque, é bem a prova dos seus dons, perante os quais justo é nos curvemos reverentes.
Fazer escultura não significa apenas dar uma forma ao barro, ao granito, à madeira. É mais. É imprimir a esses materiais, frios e inertes, um pouco do nosso ser, da nossa vida. A concepção de uma obra de arte, o desbobinar do seu processo evolutivo, são coisas muito diferentes do que qualquer pessoa possa imaginar.
E que nos dizem essas duas figuras, impregnadas dum misto de poesia e encanto, além da sua função decorativa? Não quererá aquele “dar as mãos” simbolizar uma fraternidade que teimosamente queremos esquecer, por nos acharmos seguros de nós próprios, confiando demasiadamente na nossa pessoa e esquecendo que, unidos e confiantes, mais e melhor podemos dar e possuir? Sim, aquele grupo decorativo demonstra bem a necessidade de confiarmos uns nos outros, dando-nos as mãos firme e fraternalmente.
E a escultora Snr.ª D. Maria Alice – alma verdadeira de verdadeira artista – a um bloco duro, e frio, que na sua forma tosca e natural nada nos dizia, transmitiu algo de grandioso e sublime, concretizando assim as suas ideias no mundo plástico da Arte.
Pela professora D. Etelvina Soares

In «vozes do ave» - Ano 4 - n.º 10 - 10 de Março de 1964
Edição e Propriedade do Centro Escolar N.º 2 da Mocidade Portuguesa – Ala de Santo Tirso – e dos alunos da Escola Industrial e Comercial de Santo Tirso

Fonte: Página do facebook (Santo Tirso com História)

quarta-feira, novembro 22, 2017

Pelos caminhos de Portugal...



Implantada num maciço granítico junto à Serra de Opa,Sortelha é um pequeno povoado que manteve a sua traça medieval. As casas, cercadas pelas muralhas do imponente castelo, acompanham a irregularidade do terreno. O local onde está estabelecida, cuja disposição de difícil acesso facilitava a defesa face a ataques inimigos, sempre mostrou evidentes vantagens estratégicas militares, pelo que foi sucessivamente ocupada desde o Neolítico.
À primeira povoação castreja seguiram-se as ocupações romana, visigoda e muçulmana, até que depois da Reconquista Cristã a proximidade de Sortelha com o vizinho reino de Castela se revelou fundamental para que D. Sancho I incentivasse o seu repovoamento. D. Sancho II, que em 1228 lhe outorgou foral, mandou edificar o castelo no topo de um impressionante levantamento granítico. Mais tarde, a torre de menagem e a alcáçova foram reforçadas pelas muralhas ovais que ainda hoje protegem o casario da vila, construídas possivelmente por ordem de D. Dinis. O venturoso rei D. Manuel renovou o foral e mandou construir um pelourinho no sopé da fortificação, na mesma época em que a povoação lentamente se expandia para fora das muralhas.

Sortelha mantém o seu legado medieval, o casario que se espraia como um regular anfiteatro de granito aninhado entre as muralhas, à sombra da silhueta altiva da torre de menagem, memória das estórias da primeira história de Portugal.





Torre do Relógio



Castelo de Sortelha






































  Eu, no alto das muralhas, tentando descer um super degrau.


quinta-feira, novembro 16, 2017

Um olhar


(...)
Cai a neblina na viela
Perdida a saudade ao vento
No céu queima-se uma estrela
Na ruela há um lamento.
(...)

(Amália Rodrigues)

segunda-feira, novembro 13, 2017

sexta-feira, novembro 10, 2017

terça-feira, novembro 07, 2017

Um olhar





" Demorei a compreender que a máscara é um disfarce que se tira no Carnaval e se usa nos outros dias do ano."

(autor desconhecido)


sábado, novembro 04, 2017

Pelos caminhos de Portugal...




De Verão ou de Inverno, a montanha mais alta de Portugal continental é o cenário perfeito para uns dias descontraídos em contacto com a natureza.
Com uma altitude máxima de 1993 metros na Torre, a Serra da Estrela é uma zona de rara beleza paisagística com desníveis montanhosos impressionantes onde podemos viver intensamente o silêncio das alturas e aproveitar esses momentos de comunhão com a natureza para observá-la, reparando na variedade da vegetação, nas aves ou nos rebanhos de ovelhas guiados por cães da raça a que a Serra deu nome.



A caminho da Serra da Estrela com saída da Covilhã num dia escaldante deste Outono atípico






Lagoa comprida( do lado da Covilhã)



Vale do Zêzere ou Vale Glaciar ( do lado da Covilhã)




A caminho da torre








Ponto mais alto da Serra da Estrela



Vale do Zêzere ou Vale Glaciar ( do lado de Manteigas)


Barragem do vale de Rossim do lado de Manteigas





Nossa Senhora da Boa Estrela (do lado de Manteigas)



Retalhos da Serra da Estrela







Regresso à Covilhã por Manteigas


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